Os Gênios

quinta-feira, 19 de março de 2015

Vídeo de Fisica = O Movimento.

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Fisica = O Movimento.

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Movimento Uniforme (MU)

Resultado de imagem para Movimentos Fisica

 Por Hyllan Pedro 

 

O Movimento Uniforme é qualquer movimento realizado por um corpo que percorre distâncias iguais em tempos iguais. No MU, o corpo não necessita estar se movimentando em linha reta, em círculos ou em qualquer outra forma, basta que a sua velocidade escalar se mantenha a mesma por todo o tempo. Então, a velocidade escalar média é igual à velocidade escalar, pois o corpo mantém a mesma velocidade em todo o trajeto.
V = Vinstante = Vmédia = ∆s/∆t
Movimento Retilíneo Uniforme
O Movimento Retilíneo Uniforme é a mesma coisa que o MU, exceto pelo fato de que, obrigatóriamente, o trajeto percorrido pelo corpo deve ser uma linha reta.
Equação Horária do Movimento Uniforme
A equação horária do MU serve para prever como o espaço vai variar de acordo com o tempo. Então:
v=vmédia » v = ∆s/∆t » v = (S-S0)/t-t0 » s - s0 = v . (t - t0) » s = s0 + v . (t - t0) .
Por convenção, t0  é um valor nulo, então podemos retirar ele da equação:
s = s0 + v . t


Quando uma partícula executa um movimento com velocidade constante em relação a um determinado referencial, dizemos que ela está em movimento uniforme (MU). Isso significa dizer que o objeto móvel percorre distâncias iguais para intervalos de tempos iguais. Nesse tipo de movimento, apenas o espaço percorrido sofre variação no tempo.
Vejamos um exemplo:
Suponha que você esteja viajando por uma estrada a uma velocidade média de 100 km/h. Na primeira hora, você percorrerá a distância de 100 km; ao passar duas horas, já terá percorrido 200 km; na terceira hora, 300 km e assim por diante. Como você pode ver, a cada hora que passou, 100 km foram percorridos.
Função horária da posição no MU
No movimento uniforme, apenas a posição varia com o tempo, vejamos agora como podemos calcular a posição de uma determinada partícula:
Uma partícula com velocidade v ocupa a posição x0 no tempo t0. No instante t, a partícula ocupa a posição x. Observe a figura:
Partícula deslocando-se com velocidade constante
Partícula deslocando-se com velocidade constante
A velocidade da partícula é calculada pela razão entre a variação das posições e a variação do tempo.
Fórmula Velocidade da Partícula
Sendo:
Δx = x – x0 , ou seja, a variação da posição;
Δt = t – t0, a variação do tempo.
A partir das igualdades descritas acima, podemos calcular a velocidade da partícula com a seguinte equação:
Equação da Velocidade da Partícula
A partir dessa equação, podemos encontrar o valor da posição para qualquer intervalo de tempo em função da velocidade, apenas isolando o valor de x:
x = x0 + v (t – t0)
A função acima é chamada de função horária da posição.
Gráfico do Movimento Uniforme
Apesar da função horária da posição fornecer informações precisas para descrever o movimento, os gráficos permitem uma melhor visualização da variação das grandezas envolvidas. Para o MU, podemos obter dois gráficos:
  • Gráfico da posição em função do tempo
    Como a função da posição em função do tempo é do primeiro grau em t, o seu gráfico será uma reta:
    O gráfico da posição em função do tempo é uma reta
    O gráfico da posição em função do tempo é uma reta
O coeficiente angular da reta é calculado pela divisão entre a variação dos valores de y e os de x. Aplicando essa regra no gráfico acima, chegamos à expressão:
Fórmula do Coeficiente Angular da Reta
Essa equação coincide com a da velocidade citada anteriormente, assim, podemos concluir que a velocidade é o coeficiente angular do gráfico.
  • Gráfico da velocidade em função do tempo (v x t)
Como a velocidade é constante, o gráfico será uma reta paralela ao eixo do tempo:
O gráfico da velocidade em função do tempo é uma reta paralela ao eixo do tempo
O gráfico da velocidade em função do tempo é uma reta paralela ao eixo do tempo
De acordo com esse gráfico, para qualquer intervalo de tempo, o valor da velocidade será o mesmo.
A partir desse gráfico, é possível calcular o valor da distância percorrida pela partícula, para isso basta calcular a área do gráfico:
A área do retângulo formada pelo gráfico corresponde ao deslocamento da partícula
A área do retângulo formada pelo gráfico corresponde ao deslocamento da partícula

Por Hyllan Pedro
Graduado em Física

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  • Questão 1
    Um móvel com velocidade constante percorre uma trajetória retilínea à qual se fixou um eixo de coordenadas. Sabe-se que no instante t0 = 0, a posição do móvel é x0 = 500m e, no instante t = 20s, a posição é x = 200m. Determine:
    a. A velocidade do móvel.
    b. A função da posição.
    c. A posição nos instantes t = 1s e t = 15s.
    d. O instante em que ele passa pela origem.



  • Questão 2
    Dois carros A e B encontram-se sobre uma mesma pista retilínea com velocidades constantes no qual a função horária das posições de ambos para um mesmo instante são dadas a seguir: xA = 200 + 20.t e xB = 100 + 40.t. Com base nessas informações, responda as questões abaixo.
    a. É possível que o móvel B ultrapasse o móvel A? Justifique.
    b. Determine o instante em que o móvel B alcançará o móvel A, caso este alcance aconteça.


  • Questão 3
    A função horária do espaço de um carro em movimento retilíneo uniforme é dada pela seguinte expressão: x = 100 + 8.t. Determine em que instante esse móvel passará pela posição 260m.

  • Questão 4
    O gráfico a seguir representa a função horária do espaço de um móvel em trajetória retilínea e em movimento uniforme.

    Com base nele, determine a velocidade e a função horária do espaço deste móvel.

  • Questão 5
    Um móvel em M.R.U gasta 10h para percorrer 1100 km com velocidade constante. Qual a distância percorrida após 3 horas da partida?


Respostas


  • Resposta Questão 1
    A velocidade do móvel
    v = Δs/Δt
    v = (200-500)/(20-0)
    v = -300/20
    v = -15m/s  (velocidade negativa implica em movimento retrógrado)
    A função da posição
    x = x0 + v.t
    x = 500 - 15t
    A posição nos instantes t = 1s e t = 15s
    Para t = 1s temos:
    x = 500 - 15.1
    x = 500 – 15
    x = 485m
    Para t = 15s temos:
    x = 500 – 15.15
    x = 500 – 225
    x = 275m
    O instante em que ele passa pela origem
    para x = 0 temos que:
    0 = 500 – 15.t
    15.t = 500
    t = 500/15
    t = 33,3 s em valor aproximado.

  • Resposta Questão 2
    a) Sim, pois a posição do móvel B é anterior a de A, e B possui uma velocidade constante maior que a de A; estando eles em uma mesma trajetória retilínea dentro de um intervalo de tempo Δt, B irá passar A.
    b) xA = xB
    200 + 20.t = 100 + 40.t
    40.t - 20.t = 200 - 100
    20.t = 100
    t = 100/20
    t = 5s

  • Resposta Questão 3
    x = 100 + 8.t
    260 = 100 + 8.t
    8.t = 160
    t = 160/8
    t = 20s

  • Resposta Questão 4
    v = Δs/Δt
    v = (250 – 50)/(10 - 0)
    v = 200/10
    v = 20m/s – velocidade
    x = xo+ v.t
    x = 50 + 20.t
     

  • Resposta Questão 5
    V = S/t
    V = 1100/10
    V = 110km/h
    110 = S/3
    S = 330 km.  

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Quimica Geral = Introdução ao estudo da Química.

      Parte I = Quimica Geral.
O QUE É QUÍMICA
Química é a ciência que estuda a matéria e suas transformações. Estuda também a energia que está envolvida nessas transformações.

A química está muito ligada ao nosso dia a dia. Nos alimentos, medicamentos, construções, nas plantas, no vestuário, nos combustíveis. Tudo o que existe no universo é formado por química. No nosso organismo também há diversas transformações químicas.

MATÉRIA E SUBSTÂNCIA
Matéria é tudo o que tem massa e ocupa espaço.
Qualquer coisa que tenha existência física ou real é matéria. Tudo o que existe no universo conhecido manifesta-se como matéria ou energia.
A matéria pode ser líquida, sólida ou gasosa. São exemplos de matéria: papel, madeira, ar, água, pedra.


  

Analisando a matéria qualitativamente (qualidade) chamamos a matéria de substância.
Substância – possui uma composição característica, determinada e um conjunto definido de propriedades.
Pode ser simples (formada por só um elemento químico) ou composta (formada por vários elementos químicos).
Exemplos de substância simples: ouro, mercúrio, ferro, zinco.
Exemplos de substância composta: água, açúcar (sacarose), sal de cozinha (cloreto de sódio).
As substâncias químicas podem ser classificadas de duas formas: quanto ao tipo de ligação que as forma e quanto ao número de elementos químicos que participam na ligação.
 

Propriedades da Matéria

As propriedades da matéria podem ser classificadas de acordo com vários critérios, como, por exemplo, aquelas que são gerais e as que são específicas. Tem também as que não dependem da quantidade da amostra, que são chamadas de intensivas; e as que dependem da quantidade, que são as extensivas.

 
Na gasolina é possível identificar propriedades distintas, como seu estado físico líquido e sua inflamabilidade
Na gasolina é possível identificar propriedades distintas, como seu estado físico líquido e sua inflamabilidade
Todas as substâncias possuem várias características ou propriedades diferentes. Por exemplo, duas das propriedades da gasolina são: ser líquida à temperatura ambiente e entrar em combustão sob determinadas condições. Essas duas propriedades são muito diferentes entre si, pois o fato de a água estar líquida, sólida ou gasosa não interfere na sua composição. Já quando ela queima, ocorre uma transformação na sua constituição e são produzidos outros materiais e energia.

A partir desse exemplo, conseguimos perceber que as propriedades das substâncias podem ser classificadas em grupos diferentes. A seguir veremos quatro desses grupos:
• Propriedades Gerais: são aquelas propriedades que não identificam uma substância como diferente das demais, pois ela pode se repetir com outros materiais. Por exemplo, a massa e o volume são propriedades usadas para medir diversos materiais, principalmente para comercializá-los. Portanto, a massa e o volume são propriedades gerais.

• Propriedades Específicas: são aquelas que não se repetem para mais de uma substância e que podem servir, portanto, para identificá-las. Por exemplo, a temperatura de fusão e de ebulição da água pura, ao nível do mar, é sempre 0°C e 100°C, respectivamente. Veja abaixo os pontos de fusão (PF) e de ebulição (PE) que diferenciam algumas substâncias à pressão de 1 atm:
Tabela de algumas propriedades físicas como ponto de fusão e ebulição.

Além dessas citadas, outras propriedades físicas específicas da matéria são: densidade; condutividade térmica e elétrica; e propriedades organolépticas, que são aquelas relacionadas aos sentidos, como cor, cheiro, textura e sabor. As propriedades organolépticas não são confiáveis, pois além de algumas vezes nos enganarmos ou discordarmos quanto à cor, por exemplo, é também muito perigoso para a saúde cheirar, tocar e ingerir substâncias desconhecidas.
• Propriedades Intensivas: essas propriedades não dependem da quantidade de material contida na amostra. Por exemplo, a densidade do gelo não muda se o seu volume for maior. É por isso que um cubo de gelo e um iceberg flutuam na água, independentemente do seu tamanho. A temperatura também é uma propriedade intensiva.

• Propriedades Extensivas: são o contrário das propriedades intensivas, pois dependem da quantidade da amostra. Por exemplo, a energia liberada na combustão aumenta se aumentarmos os combustíveis. Outros exemplos de propriedades extensivas são: massa e volume.
A massa e o volume do gelo são propriedades extenivas, já sua densidade é intensiva, pois independentemente da quantidade de gelo, ele flutua na água

Mistura e Substâncias Puras

 
Um conjunto de átomos com as mesmas propriedades químicas constitui um elemento químico, as substâncias. Essas, por sua vez, se caracterizam por uma porção desses átomos. Substância pura é aquela formada exclusivamente por partículas (moléculas ou átomos) quimicamente iguais.

As substâncias puras podem ser simples ou compostas como, por exemplo, o gás nitrogênio (N2), que é uma substância pura simples, pois é formado apenas pelo elemento N. Já a água é uma substância pura composta, pois contém dois elementos em suas moléculas (H2 + O).

Outros exemplos: o gás ozônio é formado por 3 átomos de oxigênio (O3), portanto é uma substância pura simples. Como também o gás hélio, cujas moléculas contêm um único átomo de He.

É muito difícil encontrar substâncias puras livres na natureza. Em geral, elas são produzidas em laboratório, por processos de fracionamento de misturas ou métodos de purificação.

Misturas são formadas por duas ou mais substâncias e se classificam em homogênea ou heterogênea, dependendo da natureza de seus constituintes, uma vez que toda mistura homogênea é uma solução.
- O ar que respiramos é uma mistura homogênea de vários componentes, entre eles nitrogênio e oxigênio.

- A água do mar é uma mistura homogênea de sais minerais + H2O.

- O petróleo é uma mistura homogênea que pode ser fracionada (processo conhecido por destilação) e dar origem a vários produtos: gasolina, querosene, parafina, óleo, etc.


                      Água + Óleo

- O óleo misturado à água constitui uma mistura heterogênea, observe que ela possui duas fases.

O ar que respiramos é uma mistura homogênea de vários componentes, entre eles, o nitrogênio e o oxigênio.
1
 / 3
 O ar que respiramos é uma mistura homogênea de vários componentes, entre eles, o nitrogênio e o oxigênio.

Por Hyllan Pedro
Graduada em Química

Geografia Geral = A Nova Ordem Mundial

  A Nova Ordem Mundial.            Os Super Genios ou Soisoli.Blogspot.com
As bandeiras, respectivamente, da União Europeia, dos Estados Unidos, da China e do Japão, principais atores da Nova Ordem Mundial
As bandeiras, respectivamente, da União Europeia, dos Estados Unidos, da China e do Japão, principais atores da Nova Ordem Mundial
A Nova Ordem Mundial – ou Nova Ordem Geopolítica Mundial – significa o plano geopolítico internacional das correlações de poder e força entre os Estados Nacionais após o final da Guerra Fria.
Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o esfacelamento da União Soviética, em 1991, o mundo se viu diante de uma nova configuração política. A soberania dos Estados Unidos e do capitalismo se estendeu por praticamente todo o mundo e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se consolidou como o maior e mais poderoso tratado militar internacional. O planeta, que antes se encontrava na denominada “Ordem Bipolar” da Guerra Fria, passou a buscar um novo termo para designar o novo plano político.
A primeira expressão que pode ser designada para definir a Nova Ordem Mundial é a unipolaridade, uma vez que, sob o ponto de vista militar, os EUA se tornaram soberanos diante da impossibilidade de qualquer outro país rivalizar com os norte-americanos nesse quesito.
A segunda expressão utilizada é a multipolaridade, pois, após o término da Guerra Fria, o poderio militar não era mais o critério principal a ser estabelecido para determinar a potencialidade global de um Estado Nacional, mas sim o poderio econômico. Nesse plano, novas frentes emergiram para rivalizar com os EUA, a saber: o Japão e a União Europeia, em um primeiro momento, e a China em um segundo momento, sobretudo a partir do final da década de 2000.
Por fim, temos uma terceira proposta, mais consensual: a unimultipolaridade. Tal expressão é utilizada para designar o duplo caráter da ordem de poder global: “uni” para designar a supremacia militar e política dos EUA e “multi” para designar os múltiplos centros de poder econômico.
Mudanças na hierarquia internacional
Outra mudança acarretada pela emergência da Nova Ordem Mundial foi a necessidade da reclassificação da hierarquia entre os Estados nacionais. Antigamente, costumava-se classificar os países em 1º mundo (países capitalistas desenvolvidos), 2º mundo (países socialistas desenvolvidos) e 3º mundo (países subdesenvolvidos e emergentes). Com o fim do segundo mundo, uma nova divisão foi elaborada.
A partir de então, divide-se o mundo em países do Norte (desenvolvidos) e países do Sul (subdesenvolvidos), estabelecendo uma linha imaginária que não obedece inteiramente à divisão norte-sul cartográfica, conforme podemos observar na figura abaixo.
Mapa com a divisão norte-sul e a área de influência dos principais centros de poder
Mapa com a divisão norte-sul e a área de influência dos principais centros de poder
É possível perceber, no mapa acima, que a divisão entre norte e sul não corresponde à divisão estabelecida usualmente pela Linha do Equador, uma vez que os critérios utilizados para essa divisão são econômicos, e não cartográficos. Percebe-se que alguns países do hemisfério norte (como os Estados do Oriente Médio, a Índia, o México e a China) encontram-se nos países do Sul, enquanto os países do hemisfério sul (como Austrália e Nova Zelândia), por se tratarem de economias mais desenvolvidas, encontram-se nos países do Norte.
No mapa acima também podemos visualizar as áreas de influência política dos principais atores econômicos mundiais. Vale lembrar, porém, que a área de influência dos EUA pode se estender para além da divisão estabelecida, uma vez que sua política externa, muitas vezes, atua nas mais diversas áreas do mundo, com destaque para algumas regiões do Oriente Médio.
A “Guerra ao terror”
Como vimos, após o final da Guerra Fria, os Estados Unidos se viram isolados na supremacia bélica do mundo. Apesar de a Rússia ter herdado a maior parte do arsenal nuclear da União Soviética, o país mergulhou em uma profunda crise ao longo dos anos 1990 e início dos anos 2000, o que não permitiu que o país mantivesse a conservação de seu arsenal, pois isso custa muito dinheiro.
Em face disso, os Estados Unidos precisavam de um novo inimigo para justificar os seus estrondosos investimentos em armamentos e tecnologia bélica. Em 2001, entretanto, um novo inimigo surgiu com os atentados de 11 de Setembro, atribuídos à organização terrorista Al-Qaeda.
A tragédia de 11 de Setembro vitimou centenas de pessoas, mas motivou os EUA a gastarem ainda mais com armas. ¹
A tragédia de 11 de Setembro vitimou centenas de pessoas, mas motivou os EUA a gastarem ainda mais com armas. ¹
Com isso, sob o comando do então presidente George W. Bush, os Estados Unidos iniciaram uma frenética Guerra ao Terror, em que foram gastos centenas de bilhões de dólares. Primeiramente os gastos se direcionaram à invasão do Afeganistão, em 2001, sob a alegação de que o regime Talibã que governava o país daria suporte para a Al-Qaeda. Em segundo, com a perseguição dos líderes dessa organização terrorista, com destaque para Osama Bin Laden, que foi encontrado e morto em maio de 2011, no Paquistão.
O que se pode observar é que não existe, ao menos por enquanto, nenhuma nação que se atreva a estabelecer uma guerra contra o poderio norte-americano. O “inimigo” agora é muito mais difícil de combater, uma vez que armas de destruição em massa não podem ser utilizadas, pois são grupos que atacam e se escondem em meio à população civil de inúmeros países.
––––––––––––––––––––
¹Fonte da imagem: Francisco Linhares.

Por Hyllan Pedro
Por Um Ajundante que é Graduado em Geografia.

EXERCÍCIOS SOBRE A NOVA ORDEM MUNDIAL.

 
  • Questão 1
    Explique o que significa a expressão “Nova Ordem Mundial” e aponte as suas principais características.

  • Questão 2
    A divisão mundial em países de 1º, 2º e 3º mundo tornou-se obsoleta perante a Nova Ordem Mundial. O Mapa acima é demonstrativo da nova divisão mundial existente. Explique, em linhas gerais, as principais características dessa divisão.

  • Questão 3
    (UNIFAL-MG)
    Para responder a questão, leia o fragmento abaixo.
    Em 4 de outubro de 1957, quando os soviéticos colocaram em órbita o primeiro satélite artificial - Sputnik-1 , o mundo vivia sob tensão constante. [...]. Hoje, a Guerra Fria não existe mais, mas o clima no espaço ainda está longe de refletir o ambiente de interação globalizada que mudou a economia, a política e a ciência em terra firme. Ao contrário do que acontece em outras áreas tecnológicas, o país que quiser lançar satélites por conta própria hoje tem de aprender sozinho. Os americanos não querem que a tecnologia de lançadores de satélites que pode ser utilizada para lançar bombas caia na mão de determinados países, mesmo que sejam amigos, [...]. Mesmo quando existe um projeto envolvendo vários países, como a Estação Espacial Internacional, a colaboração se dá mais pela divisão do trabalho do que pela transferência da tecnologia entre os países. [...]. Hoje, apenas EUA, União Europeia, Rússia, China, Índia e Japão são capazes de colocar satélites em órbita. Cada um aprendeu a fazê-lo sozinho.
    GARCIA, Rafael. 50 anos depois do Sputnik, espaço ainda vê Guerra Fria. Folha de S. Paulo, 30/09/2007.
    O fim da Guerra Fria entre os EUA e a URSS e o novo avanço do capitalismo com a globalização mundial estabeleceram uma nova ordem geopolítica. Sobre esse assunto é correto afirmar que:
    a) houve a eliminação das fronteiras nacionais com a fusão de países em blocos econômicos regionais e o surgimento do domínio das tecnologias de ponta pelos novos países industrializados e subdesenvolvidos.
    b) surgiram áreas de livre comércio como reservas de mercado para multinacionais, disputas entre capitalismo e socialismo representadas por EUA pela União Europeia.
    c) houve a divisão do mundo em Primeiro Mundo (países capitalistas desenvolvidos), Segundo Mundo (países socialistas) e Terceiro Mundo (países capitalistas subdesenvolvidos e os de economia em transição do socialismo para o capitalismo).
    d) surgiram blocos econômicos regionais; novos centros de poder - como o Japão e a União Europeia - e tensões entre interesses políticos e econômicos dos países desenvolvidos do Norte e subdesenvolvidos do Sul.

  • Questão 4
    A Nova Ordem Mundial assinala o fim da bipolaridade entre União Soviética e Estados Unidos. Então, a partir do início do século XXI, os norte-americanos iniciaram uma guerra ao terrorismo, que passou a ser o novo adversário dos EUA no cenário internacional. Um evento que pode assinalar essa nova empreitada é:
    a) A Guerra do Iraque, cujo objetivo era aniquilar o terrorista internacional Saddam Hussein.
    b) A caçada e morte de Osama Bin Laden, em 2 de Maio de 2011.
    c) A Guerra das Coreias, com o objetivo de exterminar terroristas norte-coreanos.
    d) A Guerra entre Israel e Palestina, em que os EUA buscaram extinguir facções terroristas israelenses.

  • Questão 5
    (UERJ – 2013)
    A queda das torres do World Trade Center foi certamente a mais abrangente experiência de catástrofe que se tem na História, inclusive por ter sido acompanhada em cada aparelho de televisão, nos dois hemisférios do planeta. Nunca houve algo assim. E sendo imagens tão dramáticas, não surpreende que ainda causem forte impressão e tenham se convertido em ícones. Agora, elas representam uma guinada histórica?
    ERIC HOBSBAWM (10/09/2011)
    www.estadao.com.br
    A guinada histórica colocada em questão pelo historiador Eric Hobsbawm associa-se à seguinte repercussão internacional da queda das torres do World Trade Center:
    a) concentração de atentados terroristas na Ásia Meridional
    b) crescimento do movimento migratório de grupos islâmicos
    c) intensificação da presença militar norte-americana no Oriente Médio
    d) ampliação da competição econômica entre a União Europeia e os países árabes


Respostas


  • Resposta Questão 1
    Nova Ordem Mundial é a lógica internacional da ordem de poder entre os Estados nacionais no período que sucede a Guerra Fria. A Nova Ordem Mundial é caracterizada pela unimultipolaridade, uma vez que temos a supremacia dos Estados Unidos no campo bélico e político, e a emergência de várias potências no campo econômico: China, União Europeia, Japão e o próprio EUA.
    voltar a questão

  • Resposta Questão 2
    A nova divisão apresentada no mapa divide o mundo em países do norte e países do sul e segue os critérios econômicos. Dessa forma, os países considerados desenvolvidos localizam-se ao norte e os países subdesenvolvidos localizam-se ao sul. A divisão proposta no mapa também diz respeito às áreas de influência das principais potências internacionais que são, respectivamente, Estados Unidos, União Europeia, China e Japão.
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  • Resposta Questão 3
    a) Incorreta – Houve a ampliação da criação de blocos econômicos pelo mundo, mas isso não representou a eliminação das fronteiras nacionais.
    b) Incorreta – Não existe, na Nova Ordem Mundial, a realização de disputas entre capitalismo e socialismo, além do mais, EUA e União Europeia são representantes apenas do sistema capitalista.
    c) Incorreta – A divisão em primeiro, segundo e terceiro mundo data da ordem mundial durante a Guerra Fria. Na Nova Ordem Mundial, essa divisão não é mais utilizada, sendo substituída pela divisão entre Norte desenvolvido e Sul subdesenvolvido.
    d) Correta – O surgimento dos blocos econômicos regionais tornou-se generalizado em todo o mundo, além disso, Japão e União Europeia (e, mais recentemente, a China) despontaram-se como centros políticos e econômicos de poder. Além disso, a nova divisão internacional evidencia, sob o crivo econômico, a distinção entre os países do Norte desenvolvido e do Sul subdesenvolvido.
    Portanto, a alternativa correta é a letra d.
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  • Resposta Questão 4
    A caçada ao terrorista Osama Bin Laden, a quem se atribui a realização dos atentados às torres gêmeas em 11 de Setembro de 2001, é um dos principais símbolos da ordem bélica internacional propalada pelos EUA, denominada por George W. Bush de “Guerra ao Terror”.
    Letra b.
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  • Resposta Questão 5
    A guinada histórica a que o texto se refere está relacionada ao contexto geopolítico internacional após os atentados de 11 de Setembro de 2011, em que houve uma intensificação das ações militares norte-americanas no Oriente Médio. Tal ação é representada pelas Guerras do Afeganistão e do Iraque e pela luta contra a organização terrorista Al-Qaeda.
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quarta-feira, 18 de março de 2015

Português Literatura = ´´ Dom Casmurro ´´ - Resumo obra de Machado de Assis

"Dom Casmurro" - Resumo obra de Machado de Assis

23/08/2012 01h 34

Publicado pela primeira vez em 1899, "Dom Casmurro" é uma das grandes obras de Machado de Assis e confirma o olhar certeiro e crítico que o autor estendia sobre toda a sociedade brasileira. Também a temática do ciúme, abordada com brilhantismo nesse livro, provoca polêmicas em torno do caráter de uma das principais personagens femininas da literatura brasileira: Capitu.

- Leia a análise da obra "Dom Casmurro"

Resumo
O romance inicia-se numa situação posterior a todos os seus acontecimentos. Bento Santiago, já um homem de idade, conta ao leitor como recebeu a alcunha de Dom Casmurro. A expressão fora inventada por um jovem poeta, que tentara ler para ele no trem alguns de seus versos. Como Bento cochilara durante a leitura, o rapaz ficou chateado e começou a chamá-lo daquela forma.

O narrador inicia então o projeto de rememorar sua existência, o que ele chama de "atar as duas pontas da vida". O leitor é apresentado à infância de Bentinho, quando ele vivia com a família num casarão da rua de Matacavalos.

O primeiro fato relevante narrado é também seu primeiro motivo de preocupação. Bentinho escuta uma conversa entre José Dias e dona Glória: ela pretende mandá-lo ao seminário no cumprimento de uma promessa feita pouco antes de seu nascimento. A mãe, que já havia perdido um filho, prometera que, se o segundo filho nascesse "varão", ela faria dele padre. Na conversa, dona Glória soubera da amizade estreita entre o menino e a filha de Pádua, Capitolina.

Bentinho fica furioso com José Dias, que o denunciara, e expõe a situação a Capitu. A menina ouve tudo com atenção e começa a arquitetar uma maneira de Bentinho escapar do seminário, mas todos os seus planos fracassam. O garoto segue para o seminário, mas, antes de partir, sela, com um beijo em Capitu, a promessa de que se casaria com ela.

No seminário, Bentinho conhece Ezequiel de Souza Escobar, que se torna seu melhor amigo. Em uma visita a sua família, Bentinho leva Escobar e Capitu o conhece.

Enquanto Bentinho estuda para se tornar padre, Capitu estreita relações com dona Glória, que passa a ver com bons olhos a relação do filho com a garota. Dona Glória ainda não sabe, contudo, como resolver o problema da promessa e pensa em consultar o papa. Escobar é quem encontra a solução: a mãe, em desespero, prometera a Deus um sacerdote que não precisava, necessariamente, ser Bentinho. Por isso, no lugar dele, um escravo é enviado ao seminário e ordena-se padre.

Bentinho vai estudar direito no Largo de São Francisco, em São Paulo. Quando conclui os estudos, torna-se o doutor Bento de Albuquerque Santiago. Ocorre então o casamento tão esperado entre Bento e Capitu. Escobar, por seu lado, casara-se com Sancha, uma antiga amiga de colégio de Capitu. Capitu e Bentinho formam um "duo afinadíssimo".

Essa felicidade, entretanto, começa a ser ameaçada com a demora do casal em ter um filho. Escobar e Sancha não encontram a mesma dificuldade: têm uma bela menina, a quem colocam o nome de Capitolina.

Depois de alguns anos, Capitu finalmente tem um filho, e o casal pode retribuir a homenagem que Escobar e Sancha lhe haviam prestado: o filho é batizado com o nome de Ezequiel.

Os casais passam a conviver intensamente. Bento vê uma semelhança terrível entre o pequeno Ezequiel e seu amigo Escobar, que, numa de suas aventuras na praia - o personagem era excelente nadador -, morre afogado.

Bento enxerga no filho a figura do amigo falecido e fica convencido de que fora traído pela mulher. Resolve suicidar-se bebendo uma xícara de café envenenado. Quando Ezequiel entra em seu escritório, decide matar a criança, mas desiste no último momento. Diz ao garoto, então, que não é seu pai. Capitu escuta tudo e lamenta-se pelo ciúme de Bentinho, que, segundo ela, fora despertado pela casualidade da semelhança.

Após inúmeras discussões, o casal decide separar-se. Arruma-se uma viagem para a Europa com o intuito de encobrir a nova situação, que levantaria muita polêmica. O protagonista retorna sozinho ao Brasil e se torna, pouco a pouco, o amargo Dom Casmurro. Capitu morre no exterior e Ezequiel tenta reatar relações com ele, mas a semelhança extrema com Escobar faz com que Bento Santiago o rejeite novamente. O destino de Ezequiel é infeliz: ele morre de febre tifóide durante uma pesquisa arqueológica em Jerusalém.

Triste e nostálgico, o narrador constrói uma casa que imita sua casa de infância, na rua de Matacavalos. O próprio livro é também uma tentativa de recuperar o sentido de sua vida. No fim, o narrador parece menosprezar um pouco a própria criação. Convence-se de que o melhor a fazer agora é escrever outra obra sobre "a história dos subúrbios".

Lista de personagens
Bentinho (Bento Santiago): o narrador-personagem que conta suas memórias, membro da elite carioca do século XIX.

Capitu (Capitolina): grande amor de Bentinho, personagem de origem pobre, mas independente e avançada.

Escobar: o melhor amigo de Bentinho, a quem conheceu quando estudaram juntos no seminário.

Dona Sancha: mulher de Escobar, ex-colega de colégio de Capitu.

Dona Glória: mãe de Bentinho, adora o filho e é também muito religiosa. Quer que o garoto se ordene padre como cumprimento de uma promessa que fez.

José Dias: agregado que vive de favores na casa de dona Glória. Suposto médico, tem o hábito de agradar aos proprietários da casa com o uso de superlativos.

Tio Cosme: irmão de dona Glória, viúvo e advogado.

Prima Justina: prima de dona Glória, que, segundo o narrador, não tinha papas na língua.

Pedro de Albuquerque Santiago: pai de Bentinho, faleceu quando o filho ainda era muito pequeno.

Senhor Pádua
e Dona Fortunata: pais de Capitu, que viam no possível casamento da filha com Bentinho uma possibilidade de ascensão social.

Ezequiel:
filho de Capitu, sobre o qual o narrador sustenta forte dúvida quanto à paternidade, pois o garoto tinha grande semelhança física com Escobar.

Sobre Machado de Assis
Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839 na cidade do Rio de Janeiro. Neto de escravos alforriados, foi criado em uma família pobre e não pode frequentar regularmente a escola. Porém, devido a seu enorme interesse por literatura, conseguiu se instruir por conta própria. Entre os seis e os quatorze anos, Machado de Assis perdeu sua irmã, a mãe e o pai.

Aos 16 anos, Machado conseguiu um emprego como aprendiz em uma tipografia, vindo a publicar seus primeiros versos no jornal "A Marmota". Em 1860 passou a colaborar para o "Diário do Rio de Janeiro" e é dessa década que datam quase todas suas comédias teatrais e "Crisálidas", um livro de poemas.

Em 1869 Machado de Assis casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais sem o consentimento da família da moça, devido à má fama que Machado carregava. Porém, este casamento mudou sua vida, uma vez que Carolina lhe apresentou à literatura portuguesa e inglesa. Mais amadurecido literariamente, Machado publica na década de 1870 uma série de romances, tais como "A mão e a luva" (1874) e "Helena" (1876), vindo a obter reconhecimento do público e da crítica. Ainda na década de 1870, Machado iniciou sua carreira burocrática e em 1892 já ocupava o cargo de diretor geral do Ministério da Aviação. Através de sua carreira no serviço público, Machado de Assis conseguiu sua estabilidade financeira.

A obra literária de Machado era marcadamente romântica, mas na década de 1880 ela sofre uma grande mudança estilística e temática, vindo a inaugurar o Realismo no Brasil com a publicação de "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881). A partir de então a ironia, o pessimismo, o espírito crítico e uma profunda reflexão sobre a sociedade brasileira se tornarão as principais características de suas obras. Em 1897, Machado funda a Academia Brasileira de Letras, sendo seu primeiro presidente e ocupando a Cadeira Nº 23.

Em 1904, Machado perde a esposa após um casamento de 35 anos. A morte de Carolina abalou profundamente o escritor, que passou a ficar isolado em casa e sua saúde foi piorando. Dessa época datam seus últimos romances: "Esaú e Jacó" (1904) e "Memorial de Aires" (1908). Machado morreu em sua casa no Rio de Janeiro no dia 29 de setembro de 1908. Seu enterro foi acompanhado por uma multidão e foi decretado luto oficial no Rio de Janeiro.

Seus principais romances são: "Ressurreição" (1872), "A mão e a luva" (1874), "Helena" (1876), "Iaiá Garcia" (1878), "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881), "Quincas Borba" (1891), "Dom Casmurro" (1899), "Esaú e Jacó" (1904) e "Memorial de Aires" (1908). Além dessas obras, Machado de Assis possui uma extensa bibliografia que abrange poemas, contos e peças teatrais.

Português Redação = Qualidades e defeitos de um texto

"A redação é um conjunto de regras que estabelecem um determinado uso da língua, denominado norma culta ou língua padrão.  Acontece que as normas estabelecidas pela gramática normativa nem sempre são obedecidas pelo falante.
    Quando o falante se desvia do padrão para alcançar uma maior expressividade, ocorrem as figuras de linguagem. Quando o desvio se dá pelo desconhecimento da norma culta, temos os chamados vícios de linguagem.


                       As qualidades:
                       correção
                       clareza
                       concisão
                       elegância
                       coerência
                       coesão


1 – Correção
Um texto deve obedecer às regras gerais da língua, ressalvando-se sempre algumas liberdades como consequência do estilo.  

Os desvios da norma culta que são comumente encontrados nas redações referem-se à ortografia, pontuação, concordância e regência.


2 – Clareza
Se o texto não obedece às normas gerais da língua, torna-se pouco claro, difícil de ser compreendido.  As palavras devem ser bem colocadas, as idéias devem obedecer a uma determinada lógica.  



3 – Elegância
É, o resultado final obtido quando se observam as qualidades e se evitam os defeitos.  É o texto agradável de ser lido tanto pelo seu conteúdo como pela sua forma.



4 – Concisão
Consiste em apresentar uma idéia em poucas palavras, sem, contudo, comprometer a clareza; deve ser entendida como sinônimo de precisão, exatidão, brevidade.

O procedimento oposto é a prolixidade, que deve ser evitada.  Ser prolixo é usar muitas palavras para dizer pouco ou nada.

 

5 – Coerência
Encadeamento de idéias; qualidade de coerente; que possui nexo, lógica, ligação recíproca; resultado da harmonia entre as idéias existentes num texto. 
Coerente, portanto, é o texto onde sobejam lógica, consequência, compreensão.



6 – Coesão
Conexão, entrosamento das palavras entre si; união íntima entre as partes de um todo; conexão, concordância, consonância.
Superfície física do texto, em oposição ao plano, à esfera, à região das idéias, argumentos e conceitos.

 


                         Os defeitos:
                         ambiguidade
                         arcaísmo
                         barbarismo
                         
cacofonia
                         
eco
                         laconismo
                         neologismo

                         obscuridade
                         
pleonasmo ou redundância
                         prolixidade
                         solecismo


1 - Ambiguidade ou anfibologia: ocorre quando a frase apresenta mais de um sentido, em consequência da má pontuação ou da má colocação das palavras. 
Trata-se portanto de construir a frase de um modo tal que ela apresente mais de um sentido:
O guarda deteve o suspeito em sua casa. 
(na casa de quem: do guarda ou do suspeito?)

O menino viu o incêndio do prédio. 
(o menino estava no prédio e viu um incêndio, ou viu um prédio que estava pegando fogo?)

O Ricardão está com sua namorada.
(de quem é a namorada? dele ou sua?)



2 - Arcaísmo: consiste na utilização de palavras que já caíram em desuso:
Vossa Mercê me permite um aparte? (em vez de você)
O boticário não me recomendou este remédio.
(em vez de o farmacêutico)



3 - Barbarismo: consiste em grafar ou pronunciar uma palavra em desacordo com a norma culta.
pesquiza  (em vez de pesquisa)
prototipo (em vez de protótipo)
rúbrica  (em vez de rubrica)
excessão  (em vez de exceção)


São também considerados barbarismos os desvios semânticos (uso de uma palavra semelhante à que deveria ser empregada):
O iminente deputado presidiu a sessão. (em vez de eminente)
É preciso combater com rigor o tráfego de drogas. (em vez de tráfico)



4 - Cacofonia ou cacófato
Trata-se do som desagradável resultante da combinação de duas ou mais sílabas de diferentes palavras. 
Consiste, por conseguinte, no mau som produzido pela junção de palavras. Exemplos:
Caro deputado, nunca gaste dinheiro com bobagens.
Meu coração por ti gela.
Paguei cinco mil reais por cada.
Você notou a boca dela?

uma mão
vou-me já

Outra vez citamos Camões, em um de seus sonetos mais famosos:
Alma minha gentil que te partiste
tão cedo desta vida descontente!



5 - Eco: trata-se da repetição de palavras terminadas pelo mesmo som. Essa repetição, desnecessária, resulta num texto desagradável, com um ritmo batido e monótono:
O aluno repetente mente alegremente.
A decisão da eleição causou comoção na multidão.
Cuidado com as terminações ão, ade e mente, por exemplo, para evitar frases como esta:
Contra sua vontade, e apenas por bondade, ele foi à cidade; na verdade..."


6 – Laconismo
Característica oposta à prolixidade; ocorre quando a economia de palavras é tanta que a compreensão do texto se torna dificílima ou impossível.


7 - Neologismo: é a criação desnecessária de palavras novas. Ex.:
Respondendo aos que o criticavam, aquele político disse que eram todos neobobos e fracassomaníacos.

Não é considerado vício de linguagem, nem desnecessário, quando a nova palavra é criada para designar algo igualmente novo, ou para obter efeito estilístico:
Naquele estúdio, faziam a remasterização das gravações.
Para diminuir custos, a empresa resolveu terceirizar os serviços.
Para ilustrar seu trabalho, é preciso antes escanear estas imagens.
Segundo Mario Prata, se adolescente é aquele que está entre a infância e a idade adulta, envelhescente é aquele que está entre a idade adulta e a velhice.

 


8 – Obscuridade
Trata-se da falta de clareza, de transparência, nexo, lógica, simplicidade.

É o defeito que se opõe à clareza.   Dentre os vícios que acarretam obscuridade, podemos citar:
má pontuação
rebuscamento da linguagem
frases excessivamente longas (prolixas) ou exageradamente curtas (lacônicas)
emprego equivocado de pronomes relativos e conjunções
erros de concordância e regência.



9 - Pleonasmo ou redundância
Consiste na repetição desnecessária de um termo ou de uma ideia.  

Em alguns casos, no entanto, o pleonasmo tem a função de realçar uma ideia, torná-la mais expressiva; dessa forma, o pleonasmo deixa de ser um vício e passa a ser uma figura de linguagem, um recurso estilístico. 
Portanto, torna-se necessário distinguir dois tipos de pleonasmo: 
Pleonasmo vicioso: consiste na repetição desnecessária de uma ideia. Ex.:
subir para cima, entrar para dentro, decisão unânime de todos, monopólio exclusivo etc.
A brisa matinal da manhã deixava-o satisfeito.
Ele teve uma hemorragia de sangue.

A brisa do vento é tão suave!
Eu, na minha opinião, acho que...
Não podemos mais continuar fingindo...
O boêmio voltou novamente.
Quando amanheceu o dia...
Sem exceção, todos compareceram.
Só alguns, nem todos aqui trabalhamos.
Viva intensamente, pois só temos uma única vida!
Vou repetir mais uma vez...


Pleonasmo de reforço ou estilístico: Camões, em Os Lusíadas (Canto V, estrofe 18), faz uso de um pleonasmo célebre ao iniciar a descrição de uma tromba-d'água marítima:
Vi, claramente visto, o lume vivo
Que a marítima gente tem por santo.

Conforme podemos perceber, o pleonasmo tanto pode ser um vício como uma figura de linguagem; isto dependerá sobretudo da eficácia e originalidade da mensagem.


10 – Prolixidade
Característica do texto muito longo, palavroso, enfadonho.  Defeito de estilo que consiste em escrever muito para dizer quase nada.



11 - Solecismo
Consiste em desviar-se da norma culta na construção sintática. Ex.:
Fazem dois meses que ele não aparece.
(em vez de faz; desvio na sintaxe de concordância)

Não espere-me, porque eu não irei.
(em vez de não me espere; desvio na sintaxe de colocação pronominal)
Assisti o filme que você recomendou.
(em vez de assisti ao filme; desvio na sintaxe de regência)


          Do livro: Minigramática, de Ernani Terra
                         (supervisão de José de Nicola).
                         Editora Scipione, SP, 2002.


                             Abordagem II 
                         (Texto da Internet)
                    A – Qualidades:
           1) Coerência – “Harmonia entre as ideias existentes num texto; encadeamento de ideias num texto; qualidade de coerente; que possui nexo, lógica, ligação recíproca.
         Coerente é o texto em que há lógica, consequência, compreensão.”


         2) Coesão – União íntima das partes de um todo; conexão, condordância, consonância.
         Conexão, entrosamento das palavras entre si; superfície física do texto, em oposição ao plano, à esfera, à região das ideias, argumentos e conceitos.

        
         3) Correção – Obediência às regras gramaticais, evitando-se desvios da norma culta. 


         4) Clareza – Seu texto deve ser compreensível.  Utilize frases curtas.  Não seja esnobe empregando palavras “difíceis”; o uso de um vocabulário simples, porém culto, evita o risco do seu texto não ser compreendido.
          

         5) Concisão – É a virtude de expressar um fato, uma opinião com o menor número possível de frases e palavras. Cuidado porém com o excesso de concisão, pois pode redundar em obscuridade. 

          No exemplo abaixo, as palavras destacadas são dispensáveis:
“Há algumas ocasiões em que é melhor ficar calado do que falar besteira. Eu posso contar um caso recente que me aconteceu há pouco. Eu saí de casa rumo ao bar para beber alguma coisa. Percebam vocês que não tinha nada planejado, apenas queria beber um pouco e ficar a observar os habitantes da noite, os boêmios. Foi então que algo totalmente inesperado aconteceu...”


         6) Elegância – Produto final resultante da observância das qualidades e evitação dos defeitos, quando surgirá um texto equilibrado e agradável de ler, opulento em forma e conteúdo.


          B – Defeitos:
          1) Obscuridade (falta de clareza, de transparência, nexo, lógica, simplicidade). Vícios que a causam: má pontuação, rebuscamento da linguagem, frases muito longas ou muito curtas e erros de concordância e regência.


          2) Ambiguidade ou anfibologia – Imperfeição, deficiência de construção frasal devido à colocação desleixada, incoerente das palavras.  Ex.:
     Chefe, o funcionário acaba de sair com sua mãe.
     (Mãe de quem?  Do chefe ou do empregado?)



          5) Redundância – Compõe-se de pleonasmos viciosos (termos, expressões ou ideias repetidas sem necessidade):
check-up geral
decisão unânime de todos

entrar para dentro
monopólio exclusivo.

subir para cima


        6) Cacofonia ou cacófato – Som repugnante, ridículo oriundo da pronúncia de duas ou mais palavras, ocasionando um sentido deplorável:

Nosso hino é tão lindo!
Por razões que desconheço, eis-me aqui.
Que o governo nunca gaste mais do que arrecada..."
                                                                                 (Fonte: Internet)      


Hyllan / Internet
Enviado por Hyllan em 18/03/2015 Reeditado em 18/03/2015
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